sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Leituras para as próxima aulas, 09/09 e 16/09
Capítulos 1 e 2 - pp 11-42
NAPOLITANO, Marcos A Síncope das Idéias, Editora Fundação Perseu Abramo. São Paulo, 2007.
Introdução e capítulos 1 e 2, pp 5-45
SANDRONI, Carlos Feitiço Decente , Jorge Zahar Editor/Editora da UFRJ. Rio de Janeiro, 2001.
VIANNA, Hermano O Mistério do Samba, Jorge Zahar Editor/Editora da UFRJ. Rio de Janeiro, 1995
Capítulos 1, 2 e 3 - pp 19-73
Sobre as resenhas e artigos para 16/09
Resenha - texto descritivo-analítico sobre um objeto específico (livro, disco, filme etc.) Tamanho mínimo = 3 laudas (lauda = 1400 ccaracteres, contados os espaços)
Artigo - texto com tema mais aberto, apoiado em bibliografia, que parte da formulação de uma questão e a discute. Tamanho mínimo = 5 laudas (lauda = 1400 ccaracteres, contados os espaços)
DISCOS
TROPICÁLIA (1968, vários, Philips)
OS AFRO-SAMBAS (1990, Baden Powell, Biscoito Fino)
SAMBA, EU CANTO ASSIM
OPINIÃO
Resenha - texto descritivo-analítico sobre um objeto específico (livro, disco, filme etc.) Tamanho mínimo = 4.000
Artigo - texto com tema mais aberto, apoiado em bibliografia, que parte da formulação de uma questão e a discute.
Bibliografia recomendada para os artigos -- Além da bibliografia já sugerida para essas primeiras aulas
, os seguintes textos estão no xerox:
Ante-projeto do Manifesto do Centro Popular de Cultura em HOLLANDA, Heloísa Buarque Impressões de Viagem - CPC, Vanguarda e Desbunde Rio de Janeiro, Aeroplano, 2004.
CAMPOS, Augusto "De João Gilberto a Jovem Guarda", "Boa Palavra Sobre a Música Popular", "Festival da Viola e Violência" em Balanço da Bossa e Outras Bossas. São Paulo, Perspectiva, 1978.
KALILI, Narciso "A nova escola do samba" em Revista Realidade, novembro de 1966.
MENDES, Gilberto "De Como a MPB Perdeu a Direção e Continuou na Vanguarda" em Balanço da Bossa e Outras Bossas. São Paulo, Perspectiva, 1978.
TINHORÃO, José Ramos "A bossa nova e a canção de protesto" e "O tropicalismo" em Pequena História da Música Popular -- Da Modinha ao Tropicalismo. São Paulo, Art Editora, 1986
TINHORÃO, José Ramos "A montagem do protesto" em História Social da Música Popular Brasileira. São Paulo, Editora 34, 1996.
Sites
CliqueMusic
- contém biografias, discografias completas e pequenos verbetes ddescritivos sobre gêneros de música brasileira. A equipe de redação é composta por bons jornalistas da área de música: as informações são bem pesquisadas e o texto é decente.
Tropicália -- É o maior banco de dados online sobre o assunto.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Mostra de filmes sobre a Jovem Guarda
Além de uma seleção especial de filmes da época, faz parte da mostra um debate com o curador Eduardo Morettin e convidados. Não perca!
Saiba mais sobre a mostra.
Em Ritmo de Aventura: o Cinema da Jovem Guardade
Sala Itaú Cultural (247 lugares) - Ingresso distribuído com meia hora de antecedência
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Bibliografia aulas 26/08 e 02/09
NAPOLITANO, Marcos A Síncope das Idéias
A MPB entra em cena, pp 81-108
Que Caminho Seguir na Música Popular Brasileira? Revista da Civilização Brasileira, nº 6, maio de 1966
3º Festival da Record -- 1967
Data: Outubro 1967
Classificação:
1º Lugar: Ponteio (Edu Lobo e Capinam) - Intérpretes: Edu Lobo, Marília Medalha e Quarteto Novo
2º Lugar: Domingo no Parque (Gilberto Gil) - Intérpretes: Gilberto Gil e Os Mutantes
3º Lugar: Roda Viva (Chico Buarque) - Intérpretes: Chico Buarque e MPB-4
4º Lugar: Alegria, Alegria (Caetano Veloso) - Intérpretes: Caetano Veloso e Beat Boys
5° Lugar: Maria, Carnaval e Cinzas (Luiz Carlos Paraná) - Intérpretes: Roberto Carlos
6° Lugar: Gabriela (Francisco Maranhão) - Intérpretes: MPB-4
Melhor Intérprete: Elis Regina - O Cantador (Dori Caymmi e Nelson Motta)
LETRAS DAS MÚSICAS APRESENTADAS NA FINAL DO 3º FESTIVAL DA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Alberto Chong fala sobre a influência da novela nos anos 70
Alberto Chong - "As telenovelas moldaram o Brasil"
Economista do BID afirma que a novela ajudou o país a aceitar o divórcio e a criar famílias menores
MARTHA MENDONÇA
Qual é o verdadeiro impacto das telenovelas nos lares brasileiros? Segundo dois estudos recentes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), as tramas exibidas na TV nos últimos 40 anos vêm moldando as famílias em pelo menos dois aspectos: menos filhos e mais divórcios. As pesquisas, coordenadas pelo economista Alberto Chong, analisaram o conteúdo de 115 novelas transmitidas pela TV Globo entre 1965 e 1999 nos horários das 19 horas e das 20 horas. Nessa amostragem, 62% das principais personagens femininas não tinham filhos e 26% delas eram infiéis a seus parceiros – o que suavizou o tabu do adultério. Para Chong, a telenovela é um excelente canal de difusão de programas sociais, como prevenção à aids e direitos das minorias. Ele deu a seguinte entrevista a ÉPOCA.
ÉPOCA – De que forma as telenovelas influenciaram a sociedade brasileira?
Alberto Chong – Durante o período da ditadura, os autores já viam nas novelas a oportunidade de lutar contra o sistema, apresentando novas ideias e valores. Há, de forma recorrente, a crítica à religião, ao machismo e ao consumo de luxo e a ideia de que a riqueza e o poder não trazem felicidade. A família está no centro dessas transformações. As novelas são um instrumento muito poderoso na formação de um modelo bastante específico de família: branca, saudável, urbana, bonita, consumista – e pequena.
ÉPOCA – Vem daí a explicação para a influência das novelas na queda da taxa de fertilidade?
Chong – Sim. A família pequena é uma imposição da produção, que tem limitações de elenco. Para que a história aconteça, são necessários pelo menos cinco ou seis núcleos. Então nenhum pode ser grande demais. Por um tempo essa família tão reduzida era irreal. Com o tempo, porém, a repetida exposição desse perfil influenciou fortemente na preferência por menos filhos e pelo custo financeiro mais baixo dessa escolha. Ao longo dos anos, essa queda na taxa de fertilidade foi caindo mais em áreas alcançadas pela televisão do que em áreas que não recebiam o sinal.
ÉPOCA – As mulheres são o público principal das novelas. Elas são mais influenciáveis por esse tipo de conteúdo?
Chong – Uma das ideias mais disseminadas pelas novelas, em todos os tempos, é, certamente, a emancipação feminina, junto com a entrada da mulher no mercado de trabalho. A busca do amor e do prazer pelas personagens femininas também é uma constante em qualquer trama – mesmo que ela tenha de cometer adultério, o que também é comum nas histórias.
ÉPOCA – No Brasil, de acordo com o IBGE, vem das mulheres a maior parte dos pedidos de divórcio. Quanto as novelas contribuem para isso?
Chong – Estudar o Brasil sob esse ponto de vista é interessante, porque os casos de divórcio aumentaram dramaticamente nas últimas três décadas. Estima-se que as taxas aumentaram de 3,3 em cada cem casamentos em 1984 para 17,7 em 2002, mais do que em qualquer outro país latino-americano. Nosso estudo avança na hipótese de que os valores da televisão, mais precisamente das novelas, contribuíram de fato para esse aumento, principalmente a partir do momento em que no Brasil há um alcance desse tipo de programa como em nenhum outro país. A novela é, de longe, a maior atração da TV e é veiculada pela Rede Globo, que tem mantido um domínio quase absoluto do setor por cerca de três décadas. Percebemos que, quando a protagonista de uma novela era divorciada ou não era casada, a taxa de divórcio aumentava, em média, 0,1 ponto porcentual. A mudança é positiva. A simples possibilidade do divórcio dá às mulheres a chance de igualdade de gênero no casamento e na distribuição do trabalho, dentro e fora de casa. Também diminui a violência doméstica, os homicídios e suicídios.
ÉPOCA – Há algum período da história das novelas no Brasil em que essa influência no comportamento tenha sido mais ou menos forte?
Chong – Acredito que as novelas tenham tido um impacto mais poderoso quando começaram a ser veiculadas em massa. O que corresponde aos anos 70, principalmente, muito mais que nos anos 90 ou nos dias de hoje. O público, aos poucos, vai se acostumando aos temas e à forma como a trama acontece. A audiência naquele tempo também era muito maior, refletindo-se na influência. Mas é fato que existe um efeito cumulativo e é sobre ele que focamos nossos estudos.
ÉPOCA – A padronização dos valores, de comportamentos e ideais que a televisão introduz é negativa?
Chong – É uma questão de perspectiva. As novelas, em especial da TV Globo, impõem um estilo de vida moderno e urbano que diminuiu as taxas de fertilidade e aumentou as de divórcio. Isso pode ser visto de forma positiva por um grupo e de forma negativa por outro.
ÉPOCA – Pode-se dizer que, no Brasil, a novela é o melhor canal para a difusão de ideias sociais?
Chong – Sim, acredito que seja o mais eficaz. Por isso esses estudos são tão importantes para os países em desenvolvimento. Nas sociedades em que a alfabetização é relativamente baixa e a leitura dos jornais é limitada, a televisão desempenha um papel crucial na circulação das ideias. A televisão tem influência enorme em países como o Brasil, onde ainda há forte tradição oral. Nosso trabalho sugere que os programas orientados para a cultura da população local têm o potencial de atingir uma grande quantidade de pessoas com muito baixo custo e, portanto, poderiam ser usados por políticos para transmitir mensagens sociais e econômicas importantes – sobre aids, educação, direitos das minorias etc. Estudos recentes feitos por psicólogos sociais realçam o papel dos meios de comunicação, rádio e telenovelas em particular, como uma ferramenta para a prevenção de conflitos. A nossa investigação sugere que esse instrumento funciona na formação das mais variadas políticas de desenvolvimento e deve ser aproveitado.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Atenção: para dia 18 de março, data do primeiro seminário
Plano-piloto da poesia concreta
Manifesto neoconcreto