quarta-feira, 19 de agosto de 2009
3º Festival da Record -- 1967
Data: Outubro 1967
Classificação:
1º Lugar: Ponteio (Edu Lobo e Capinam) - Intérpretes: Edu Lobo, Marília Medalha e Quarteto Novo
2º Lugar: Domingo no Parque (Gilberto Gil) - Intérpretes: Gilberto Gil e Os Mutantes
3º Lugar: Roda Viva (Chico Buarque) - Intérpretes: Chico Buarque e MPB-4
4º Lugar: Alegria, Alegria (Caetano Veloso) - Intérpretes: Caetano Veloso e Beat Boys
5° Lugar: Maria, Carnaval e Cinzas (Luiz Carlos Paraná) - Intérpretes: Roberto Carlos
6° Lugar: Gabriela (Francisco Maranhão) - Intérpretes: MPB-4
Melhor Intérprete: Elis Regina - O Cantador (Dori Caymmi e Nelson Motta)
LETRAS DAS MÚSICAS APRESENTADAS NA FINAL DO 3º FESTIVAL DA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Alberto Chong fala sobre a influência da novela nos anos 70
Alberto Chong - "As telenovelas moldaram o Brasil"
Economista do BID afirma que a novela ajudou o país a aceitar o divórcio e a criar famílias menores
MARTHA MENDONÇA
Qual é o verdadeiro impacto das telenovelas nos lares brasileiros? Segundo dois estudos recentes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), as tramas exibidas na TV nos últimos 40 anos vêm moldando as famílias em pelo menos dois aspectos: menos filhos e mais divórcios. As pesquisas, coordenadas pelo economista Alberto Chong, analisaram o conteúdo de 115 novelas transmitidas pela TV Globo entre 1965 e 1999 nos horários das 19 horas e das 20 horas. Nessa amostragem, 62% das principais personagens femininas não tinham filhos e 26% delas eram infiéis a seus parceiros – o que suavizou o tabu do adultério. Para Chong, a telenovela é um excelente canal de difusão de programas sociais, como prevenção à aids e direitos das minorias. Ele deu a seguinte entrevista a ÉPOCA.
ÉPOCA – De que forma as telenovelas influenciaram a sociedade brasileira?
Alberto Chong – Durante o período da ditadura, os autores já viam nas novelas a oportunidade de lutar contra o sistema, apresentando novas ideias e valores. Há, de forma recorrente, a crítica à religião, ao machismo e ao consumo de luxo e a ideia de que a riqueza e o poder não trazem felicidade. A família está no centro dessas transformações. As novelas são um instrumento muito poderoso na formação de um modelo bastante específico de família: branca, saudável, urbana, bonita, consumista – e pequena.
ÉPOCA – Vem daí a explicação para a influência das novelas na queda da taxa de fertilidade?
Chong – Sim. A família pequena é uma imposição da produção, que tem limitações de elenco. Para que a história aconteça, são necessários pelo menos cinco ou seis núcleos. Então nenhum pode ser grande demais. Por um tempo essa família tão reduzida era irreal. Com o tempo, porém, a repetida exposição desse perfil influenciou fortemente na preferência por menos filhos e pelo custo financeiro mais baixo dessa escolha. Ao longo dos anos, essa queda na taxa de fertilidade foi caindo mais em áreas alcançadas pela televisão do que em áreas que não recebiam o sinal.
ÉPOCA – As mulheres são o público principal das novelas. Elas são mais influenciáveis por esse tipo de conteúdo?
Chong – Uma das ideias mais disseminadas pelas novelas, em todos os tempos, é, certamente, a emancipação feminina, junto com a entrada da mulher no mercado de trabalho. A busca do amor e do prazer pelas personagens femininas também é uma constante em qualquer trama – mesmo que ela tenha de cometer adultério, o que também é comum nas histórias.
ÉPOCA – No Brasil, de acordo com o IBGE, vem das mulheres a maior parte dos pedidos de divórcio. Quanto as novelas contribuem para isso?
Chong – Estudar o Brasil sob esse ponto de vista é interessante, porque os casos de divórcio aumentaram dramaticamente nas últimas três décadas. Estima-se que as taxas aumentaram de 3,3 em cada cem casamentos em 1984 para 17,7 em 2002, mais do que em qualquer outro país latino-americano. Nosso estudo avança na hipótese de que os valores da televisão, mais precisamente das novelas, contribuíram de fato para esse aumento, principalmente a partir do momento em que no Brasil há um alcance desse tipo de programa como em nenhum outro país. A novela é, de longe, a maior atração da TV e é veiculada pela Rede Globo, que tem mantido um domínio quase absoluto do setor por cerca de três décadas. Percebemos que, quando a protagonista de uma novela era divorciada ou não era casada, a taxa de divórcio aumentava, em média, 0,1 ponto porcentual. A mudança é positiva. A simples possibilidade do divórcio dá às mulheres a chance de igualdade de gênero no casamento e na distribuição do trabalho, dentro e fora de casa. Também diminui a violência doméstica, os homicídios e suicídios.
ÉPOCA – Há algum período da história das novelas no Brasil em que essa influência no comportamento tenha sido mais ou menos forte?
Chong – Acredito que as novelas tenham tido um impacto mais poderoso quando começaram a ser veiculadas em massa. O que corresponde aos anos 70, principalmente, muito mais que nos anos 90 ou nos dias de hoje. O público, aos poucos, vai se acostumando aos temas e à forma como a trama acontece. A audiência naquele tempo também era muito maior, refletindo-se na influência. Mas é fato que existe um efeito cumulativo e é sobre ele que focamos nossos estudos.
ÉPOCA – A padronização dos valores, de comportamentos e ideais que a televisão introduz é negativa?
Chong – É uma questão de perspectiva. As novelas, em especial da TV Globo, impõem um estilo de vida moderno e urbano que diminuiu as taxas de fertilidade e aumentou as de divórcio. Isso pode ser visto de forma positiva por um grupo e de forma negativa por outro.
ÉPOCA – Pode-se dizer que, no Brasil, a novela é o melhor canal para a difusão de ideias sociais?
Chong – Sim, acredito que seja o mais eficaz. Por isso esses estudos são tão importantes para os países em desenvolvimento. Nas sociedades em que a alfabetização é relativamente baixa e a leitura dos jornais é limitada, a televisão desempenha um papel crucial na circulação das ideias. A televisão tem influência enorme em países como o Brasil, onde ainda há forte tradição oral. Nosso trabalho sugere que os programas orientados para a cultura da população local têm o potencial de atingir uma grande quantidade de pessoas com muito baixo custo e, portanto, poderiam ser usados por políticos para transmitir mensagens sociais e econômicas importantes – sobre aids, educação, direitos das minorias etc. Estudos recentes feitos por psicólogos sociais realçam o papel dos meios de comunicação, rádio e telenovelas em particular, como uma ferramenta para a prevenção de conflitos. A nossa investigação sugere que esse instrumento funciona na formação das mais variadas políticas de desenvolvimento e deve ser aproveitado.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Atenção: para dia 18 de março, data do primeiro seminário
Plano-piloto da poesia concreta
Manifesto neoconcreto
terça-feira, 10 de março de 2009
domingo, 8 de março de 2009
O que está emprestado e para quem
DVD "A Vida É um Sopro"
Grupo 2º seminário (Gabriela, Isabelle, Débora e Flávia)
DVD "Eles Não Usam Black-Tie"
DVD "O Casamento"
Livro "O Casamento"
Grupo 3º seminário (Vânia, Ricardo, Samantha e Luísa)
DVD "Iracema, Uma Transa Amazônica"
DVD "Malu Mulher"
Grupo 4º seminário (Pat®icia, Leonardo, Renata e Thomaz)
Nada. Mas não foi de sacanagem...
Lembrando, o "Que Horas São?", livro que contém os ensaios a serem lidos do Roberto Schwarz, tem na bibiloteca (se não me engano, com vários exemplares).
A Patrícia tem "O Cobrador", do Rubem Fonseca.
Mas vou levar na próxima aula também para mais uma semana de biblioteca circulante.
Grupo 5º seminário (Antéia, Lucas, Rafael, Nathália e Henrique)
DVD "Ônibus 174"
DVD "Cinema, Aspirinas e Urubus"
Falta: DVD "Carlota Joaquina", levo na aula que vem.
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Os empréstimos feitos na aula passada, dia 04/03, devem ser devolvidos na aula que vem, 11/04. Nesta semana, levo as duas coisas que ficaram faltando, o livro do Rubem Fonseca e o DVD "Carlota Joaquina".
sexta-feira, 6 de março de 2009
O que vcs andam vendo, lendo, ouvindo?
Sei que o Rafael está ansioso para ver o "Watchmen" (e ainda ouve Black Sabbath em pleno século 21,jizuss...), que o Lucas gosta de "Jay-Ho" e gostou do "Benjamin Button"(eu não, do filme) e que a Gabriela viu, em dezembro, "Romance", do Guel Arraes, e gostou mais ou menos.
E o que mais? Quem está vendo, lendo ou ouvindo coisas legais?
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Atenção: isso não é uma lição de casa.
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Vou contar um pouco o que estou lendo/vendo/ouvindo.
Minha música da semana (semana nada, quinzena já) é a Lily Allen fazendo uma versão de "Straight to Hell", do Clash. O Clash é uma banda-matriz para quem foi jovem nos anos 80 (por isso, Rafael, que metal para mim não vai... Tudo bem, Black Sabbath é clássico, mas sabe como é, a gente odiava as bandonas de branco dos anos 70; claro que depois a gente, digo minha geração, reviu tudo isso, mas, apesar de reconhecer a importância etc., para mim, não desce). Além disso, estou refazendo minha biblioteca de soul (sim, é anos 70, mas é som de preto, o que faz tooooda a diferença) para organizar uma listinha de músicas para tocar numa festa. O disco redescoberto da semana é o "Hotter than July", do Stevie Wonder (http://tinyurl.com/anxpog, "Rocket Love" é um das minhas prediletas; "Master Blaster", claro, outra: http://tinyurl.com/anxpog).
Li, na verdade, devorei "A Ditadura da Moda", da minha amiga, ex-foca e repórter tão talentosa quanto hilária Nina Lemos. A personagem é sensacional: uma editora de moda, filha de pais que participaram da guerrilha; o pai morreu na tortura, a mãe pirou, e ela começa a ouvir vozes gritando palavras de ordem das passeatas de 68 enquanto cobre o Fashion Week. E entra em crise. E também estou lendo "As Brasas", Sandór Márai, um escritor húngaro. Romance curto, denso, difícil e bonito.
Vi vários filmes do Oscar --"Benjamin Button", o da Kate Winlset e do DiCaprio, o da Merryl Streep e do Philip Seymour-Hoffman--, e fiquei meio enjoada de quase todos. Acho que, para mim, deu de Hollywood. Todo filmão americano que vou ver saio irritada. É tudo muito óbvio, tudo muito arrumado, tudo muito explicado. O meu amigo (e ex-foca e ex-colega de Ilustrada) Ricardo Calil comenta uma declaração do Alan Moore muito legal sobre isso: http://tinyurl.com/amdy6e.